Você já ouviu falar dos superaplicativos? E de que forma uma empresa pode usar um aplicativo próprio para estimular a fidelização de clientes? Vamos descobrir.

Basicamente, superapp é um aplicativo próprio que compreende inúmeras funções necessárias para a vida cotidiana: conversar com amigos, ler e compartilhar notícias, pedir comida, agendar reuniões, fazer anotações, chamar um táxi, comprar produtos ou serviços, transferir ou emprestar dinheiro e várias outras funcionalidades.

Essa lista tem potencial para crescer bastante. E tudo isso está disponível por meio de uma única interface móvel. Interessante, não é?

Será que um aplicativo próprio como esse pode se tornar uma ferramenta de fidelização de clientes? Vamos entender melhor sobre o assunto no decorrer do artigo.

Como os aplicativos próprios surgiram?

WeChat, o gigante da tecnologia chinesa, é um aplicativo que começou como um serviço de mensagens e tornou-se uma solução única para uma série de recursos – incluindo jogos, pagamentos, comércio social e plataforma de publicação.

O WeChat também é uma ferramenta financeira poderosa. Embora não seja tão popular quanto o AliPay, o WeChat Pay é uma carteira digital válida e conveniente que permite pagamentos móveis em todo o país. Amigos também podem emprestar ou dar um ao outro pequenas quantias através da função existente no aplicativo.

O aplicativo se tornou tão dominante no ecossistema da internet chinesa que está se tornando um sistema operacional. O serviço mantém sua própria “loja de aplicativos” que hospeda miniaplicativos. Isso a colocou em desacordo com a Apple, mostrando ao mercado que os superapps tem um grande potencial de negócios no futuro bem próximo.

Um conceito que está expandido para o mundo

Segundo um estudo divulgado pelo Cuponation, a internet tinha 4,66 bilhões de usuários ativos no primeiro semestre de 2021. Isso corresponde a cerca de 59,5% da população mundial!

Esses são números de grande relevância quando falamos sobre o uso de canais digitais e aplicativo próprio, não é? Além disso, é importante ressaltar que os dispositivos móveis se tornaram o principal meio de acesso à internet para muitos, já que 92,6% do público utiliza smartphones ou tablets com essa finalidade.

O estudo também identificou que 4,20 bilhões de pessoas se mostram bastante interessadas em conteúdos postados nas redes sociais. Com isso, não é nenhuma novidade que empresas espalhadas pelo mundo estejam começando a replicar o modelo do WeChat.

Os gigantes também estão de olho através de aplicativo próprio

Segundo a pesquisa 2021 State of Mobile, as pessoas estão gastando em média 4,2 horas por dia em seus celulares. Com esse aumento no uso dos dispositivos móveis, as empresas estão investindo em aplicativo próprio que possa oferecer o maior número possível de serviços disponíveis.

O que não faltam são bons exemplos desse movimento em países como Estados Unidos, Canadá e nações europeias: Uber, PicPay, Google Maps, Carrefour, Facebook e Rappi são algumas das organizações que começaram a expandir seus serviços para os usuários.

O Uber é um ótimo case disso. Após iniciar como um serviço de transporte, o aplicativo já expandiu sua atuação com a entrega de alimentos com o Uber EATS, incorporou a funcionalidade de frete de carga e, também, passou a exibir informações sobre horários e trajetos de transporte público.

Já o Facebook Messenger abriu para outras empresas para oferecer seus serviços através dos chamados “bots”. Atualmente, o Messenger integra-se com várias soluções, como serviços meteorológicos, jogos e notícias. Além disso, contribuiu para o início de uma nova rota de receita para o setor de varejo e outros que desejam vender seus produtos através de aplicativo próprio.

Para se ter uma ideia, através da função de compras no Messenger, um usuário do Facebook pode ver um anúncio, pressionar “Comprar”, ser redirecionado para o Messenger e depois comprar o produto, tudo sem sair do Facebook.

Essa tendência também já chegou no Brasil com alguns nomes de peso se destacando com aplicativo próprio. Um dos pioneiros no lançamento de superapp é a Magazine Luiza. O aplicativo da Magalu iniciou como uma simples plataforma de compras pelo celular, mas já oferece inúmeros produtos e serviços de diversas categorias – como esporte, moda, beleza e mercado.

O potencial de investir em um aplicativo próprio é ótimo e as empresas precisam manter nossos olhos abertos para esses superapps. Com uma boa base de usuários, seguir essa tendência pode ser uma opção viável para diferentes negócios que buscam fidelizar seus clientes.

Por que utilizar um aplicativo próprio?

Aumente as vendas e as taxas de conversão

Um aplicativo próprio pode gerar três vezes mais conversões de clientes para vendas em comparação com um site de comércio eletrônico. A razão para o aumento nas conversões é que os usuários de aplicativos móveis têm a oportunidade de começar a comprar com um toque, e os aplicativos móveis de comércio eletrônico oferecem boas oportunidades de marketing e personalização. Além disso, quase todo mundo tem seu celular prontamente disponível quando decide que precisa comprar algo.

Crie uma experiência de compra personalizada

Os sites de comércio eletrônico são muito bons em personalizar a experiência do usuário. No entanto, os aplicativos vão ainda mais longe neste quesito. Um aplicativo próprio permite enviar notificações personalizadas instantaneamente e exibir informações personalizadas dentro do app. Com isso, os clientes têm acesso a todas as ofertas em poucos segundos.

-> Veja também: Por que você não deveria subestimar a experiência do usuário no e-commerce?

Adicione outro canal de comunicação direta

Um aplicativo próprio permite que você construa comunicações de marketing omnicanal – funcionando em conjunto com seu site, redes sociais e loja física. Combinar os dados de todos esses canais ajuda você a criar uma comunicação mais personalizada em todos os pontos de contato.

Fortaleça a fidelidade do cliente

Os usuários adoram aplicativos móveis para compras instantâneas. E eles são ótimas ferramentas para promover a fidelidade do cliente por meio de ações que mantêm um bom relacionamento com os consumidores.

Reative usuários

As notificações push funcionam muito bem para levar os usuários de volta ao aplicativo – com uma taxa de abertura que chega a ser 50% maior do que a taxa de abertura de newsletters por e-mail. Assim, um aplicativo próprio é muito mais eficaz para reativar seus usuários e estimular as compras em comparação com um site de comércio eletrônico.

É possível fidelizar cliente com aplicativo próprio?

O que o surgimento dos superaplicativos significa para empresas que desenvolvem aplicativos próprios e trabalham para aumentar o conhecimento, penetração, downloads, frequência de uso, recomendações e principalmente conversões em vendas?

À medida que mais concorrência aberta se desenvolve e as fronteiras entre as indústrias tradicionais são quebradas, experimentamos um interesse crescente em criar algum tipo de superaplicativo que irá atender a diferentes serviços em mercados, indústrias e fronteiras.

Aplicativos de utilidade pública, como serviços bancários, meteorológicos ou de táxi, são especialmente adequados, mas também há oportunidades em jogos, estilo de vida, lealdade, conteúdo e mídia.

Outra direção é aproveitar outros superaplicativos, como o Facebook Messenger, e usá-los como uma plataforma para exibir seu próprio conteúdo ou serviços de forma a garantir a fidelização de clientes a partir de sua marca, produtos ou serviços.

Gerar valor é o caminho para a fidelização de clientes

O uso de dispositivos móveis é um enorme potencial para as empresas, uma vez que 90% do tempo dos usuários de dispositivos móveis é dedicado ao uso de aplicativos.

Criar um aplicativo próprio para expandir o canal de comunicação com o seu cliente não só ajuda você a conquistar esse público, mas evita as armadilhas associadas a aplicativos de terceiros, a exemplos dos Apps nativos ou redes sociais onde sua empresa não tem o controle quanto às políticas de uso e privacidade.

Muitos usuários simplesmente não conseguem encontrar o valor em aplicativos para celular para justificar que ele ocupe espaço na tela inicial de seus dispositivos.

Além disso, boa parte dos usuários estão insatisfeitos com a experiência de aplicativos mobile, o que pode levar a uma impressão geralmente negativa da marca. Se você quiser evitar que seus planos de marketing e vendas sejam revertidos, seu aplicativo precisa criar valor real para seus usuários.

O grande desafio para as empresas está justamente como fidelizar clientes através de aplicativo próprio. Vamos a algumas dicas.

6 dicas para fidelizar clientes por meio de aplicativo próprio

Como você sabe, o uso de dispositivos móveis está ficando maior a cada dia e já ultrapassou o desktop como o modo preferido de acesso à Internet em todo o mundo, inclusive a chance de você estar lendo esse artigo através do seu telefone é muito grande neste momento.

Com uma popularidade cada vez maior dos dispositivos móveis, existe um caminho claro para as empresas projetarem aplicativos centrados no consumidor para comercializar suas marcas.

Veja algumas dicas para explorar essa tendência e fidelizar clientes por meio de aplicativo próprio:

1. Avalie as necessidades do seu público

Os usuários de dispositivos móveis têm muitos aplicativos, mas não muito tempo. Se seus aplicativos não estiverem direcionados a um nicho específico em seus telefones, eles serão desinstalados na próxima vez em que forem encontrados.

Seu departamento de marketing e vendas deve ter dados significativos sobre as necessidades do cliente, pontos de dor e interesses. Fora das funções básicas, como um localizador de lojas ou catálogo, considere funções que agreguem valor à experiência do cliente.

2. Construa uma marca mais forte

Uma das coisas mais importantes que um aplicativo próprio oferece aos consumidores é a conscientização e a comunicação com sua marca. E através dessa interação com o seu mercado-alvo, você está fomentando a confiança.

Quanto mais o seu público confia em sua empresa, maior a probabilidade de eles ouvirem discursos de vendas posteriores e até se comprometerem com sua marca. Com um aplicativo próprio, você demonstrará para seus usuários o porquê eles devem confiar em você mostrando o que a sua marca representa.

3. Conecte-se melhor com os clientes

O atendimento ao cliente não é mais apenas uma comunicação cara a cara entre vendedores e clientes de vendas sorridentes.

Como os dispositivos móveis estão ao alcance da mão dos consumidores o tempo todo, o verdadeiro fator de mudança no atendimento ao cliente é agora os aplicativos móveis.

Por quê?

Em primeiro lugar, o aplicativo próprio não será um ser humano, sujeito a mudanças de humor e desempenho ruim. E, por meio de uma presença móvel sólida, você sempre vai estar apresentando ao cliente a mesma face, uma interface voltada especificamente para proporcionar a melhor experiência de estudo e decidir se deseja comprar seu produto.

De fato, os aplicativos hoje têm sido a principal ferramenta para melhorar o atendimento ao cliente.

4. Promova uma boa experiência do usuário

Quando o assunto é aplicativo próprio, a regra é bem clara: o que vale para o usuário é a qualidade da sua experiência. Quanto mais fácil e satisfatória for a navegação, maiores são as chances de fazer sucesso com o público.

Na prática, uma boa experiência do usuário envolve diversos pontos:

  • Velocidade do aplicativo
  • Facilidade de navegar pelos menus
  • Design e conteúdos
  • Funcionalidades e recursos

5. Gere ações entre loja física e virtual

Para as empresas que já atuam com uma loja física, integrar as ações com um aplicativo próprio pode gerar um ótimo resultado.

Estimular que os consumidores façam download do app para obter um cupom de desconto é um bom exemplo de ação para estreitar o relacionamento, aumentar o interesse do público e estimular a fidelização.

6. Invista na personalização de mensagens

Levar os usuários a fazerem download do seu aplicativo próprio é um ótimo passo para a fidelização. Entretanto, isso não é o suficiente. É fundamental explorar o seu app para construir um bom relacionamento com os clientes.

Para isso, invista na personalização de mensagens. Com base no histórico de compras ou histórico de navegação dos usuários, você pode enviar notificações personalizadas – aumentando as chances de gerar um impacto positivo.

-> Veja também: ações de fidelização no e-commerce

Os aplicativos móveis convergem a comunicação entre clientes e empresas

Um aplicativo é um modo extremamente pessoal de comunicação com seus consumidores. Você também pode incentivá-los a se conectar ao seu aplicativo por meio de suas plataformas sociais favoritas e permitir que eles compartilhem as atividades do aplicativo em cada um deles.

Isso colocará seu aplicativo na frente das centenas de amigos e seguidores na rede de seus consumidores. Um simples botão “Compartilhar este aplicativo” pode ajudá-lo a ganhar imensa conectividade com seus clientes.

Como você deve ter visto durante a leitura do artigo, um aplicativo próprio é uma maneira altamente pessoal de entrar em contato com seus consumidores. Se um aplicativo oferece valor real, entretém, informa e facilita a vida, os consumidores até pagam para serem comercializados.

As marcas podem coletar dados de valor inestimável do consumidor por meio de aplicativos e segmentar melhor os consumidores usando esses dados.

Mas vale o alerta.  Um aplicativo próprio para dispositivos móveis pode não salvar sua empresa, mas ele será uma maneira segura de garantir uma forte presença em seu setor e na sua estratégia para a fidelização de clientes.

Não se trata apenas de vender

Os fatores de conveniência e facilidade, aliado ao elemento inegável da tecnologia em rápida evolução, colocará sua empresa na vanguarda de seu setor. Você e sua empresa precisam fazer a sua parte neste difícil desafio de satisfazer os clientes.

Os aplicativos móveis podem agregar valor significativo à sua empresa, mas você precisa fazer isso da maneira certa para evitar ser agredido com o rótulo “apenas mais um truque de marketing”.

Ofereça a seus usuários conteúdo interessante e variado, adaptado aos interesses de sua comunidade de usuários ou baseado em eventos locais. Faça uso de funcionalidades úteis, como notificações push e mensagens para enviar lembretes suaves para usar o aplicativo novamente.

Lembre-se: não se trata apenas de vender, é envolver o usuário. Capture seu público-alvo móvel com aplicativos móveis de marca que realmente agregam valor a suas vidas.

Você já conhecia toda a importância de um aplicativo próprio para a fidelização de clientes? Gostou das dicas apresentadas? Deixe o seu comentário!

Reduzir o custo de venda de uma distribuidora é um dos grandes desafios dos gestores que estão à frente de um negócio desse modelo. Um dos principais motivos é que processos internos que geram gastos altos refletem diretamente no preço final da mercadoria. 

A questão, aqui, é que a empresa precisa faturar, ter lucro suficiente para conseguir se manter funcionando e continuar saudável financeiramente. Por essa razão, não são raras as situações em que é necessário “repassar” esses gastos para os clientes. 

O problema de fazer isso é que a distribuidora se torna menos competitiva, pois estará trabalhando com valores acima dos praticados por seus concorrentes. Com isso, a tendência é que os consumidores comprem de outras marcas, o que leva à perda de rentabilidade. 

Porém, diminuir a qualidade do serviço prestado como estratégia para tentar diminuir o custo de venda também não é a saída, visto que costuma gerar o mesmo resultado que acabamos de citar. 

Como fazer, então, para equilibrar gastos, manter o poder competitivo e não deixar de entregar soluções de qualidade para o público-alvo? É justamente sobre isso que vamos falar neste artigo. Acompanhe.

Quais são os principais custos de vendas?

Basicamente, existem três principais fatores que geram custo de venda alto para uma distribuidora, que são: 

  • gastos com logística;
  • despesas extras com devolução de mercadorias;
  • gestão da equipe de colaboradores e vendedores. 

Gastos com logística

O custo de venda de um e-commerce é fortemente impactado pelo processo de logística adotado pela empresa. Podemos dizer, inclusive, que esse ponto entra na lista dos principais gastos com os quais um comércio eletrônico precisa lidar. 

Aqui, não estamos nos referindo apenas à despesa gerada pelo envio da mercadoria ao cliente, mas também a forma de armazenagem dos produtos, controle de estoque e tipo de transporte escolhido, que são fatores que também afetam no valor final desse processo e tendem a refletir no preço cobrado do cliente. 

Apenas para ter uma ideia do quanto a questão da logística pode influenciar no custo de venda, afetar o relacionamento com os compradores e, consequentemente, abalar o faturamento da distribuidora, 58% das pessoas afirmam que deixam de comprar de um e-commerce por conta de fretes altos. 

Esse dado é da pesquisa “O perfil do consumidor em 2022”, realizada pelas empresas All iN, Social Miner, Opinion Box e Bornlogic, que conversou com 1.123 consumidores brasileiros. 

O levantamento também apontou que 23% dos entrevistados não estão dispostos a pagar pelo frete, e 7% não podem esperar pelo prazo de entrega apontado pelo comércio eletrônico. 

Por outro lado, 47% afirmam que compram online por conta da praticidade de receber os produtos desejados em casa. Ou seja, as pessoas querem comprar virtualmente e ter a comodidade de receber aquilo que adquiriram no endereço indicado, porém, esperam que isso esteja alinhado a cobranças e prazos justos. 

Na prática, significa que as distribuidoras precisam encontrar um equilíbrio entre o que os seus consumidores querem e o que a empresa pode entregar, de modo que isso afete positivamente o relacionamento entre eles. 

Despesas extras com devolução de mercadorias

Por mais que não se queira, a devolução de mercadorias é algo natural no comércio eletrônico. A questão é que isso também impacta negativamente no custo de venda desse modelo empresarial. 

A devolução de mercadorias pode acontecer pelos mais variados motivos. Alguns bons exemplos são: 

  • o produto despachado é diferente do comprado pelo cliente, ou seja, houve falha na etapa de conferência;
  • a descrição do item apresentada no site dava ao comprador um entendimento, mas, ao receber o objeto, percebeu se tratar de algo diferente do que ele precisava;
  • atraso na entrega que tornou o uso do produto desnecessário;
  • produtos com defeitos, quebrados, em cores, tamanhos ou formatos diferentes do esperado. 

Independentemente do motivo, a devolução gera gastos para a distribuidora, tanto decorrente de postagem reversa quanto para o envio do produto correto. E ainda que os gestores não queiram passar por esse processo, é preciso que a empresa esteja preparada para ele, se antecipando ao gasto — ou seja, o prevendo. 

Porém, mais uma vez, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio, de modo que isso não afete o custo de venda. Nessa situação, inclusive, o ideal é evitar que ela aconteça — falaremos como isso é possível mais adiante. 

Gestão da equipe de colaboradores e vendedores

Uma parte do custo de venda de uma distribuidora pode ser proveniente de má gestão de pessoal e/ou da baixa performance dos times.  

Lembra do envio de produtos errados que citamos anteriormente? Esse é um bom exemplo de situação que tende a acontecer decorrente de treinamentos inadequados, insatisfação do funcionário com o local de trabalho e outros fatores semelhantes que refletem no dia a dia dos colaboradores e, por consequência, no que a empresa entrega para os clientes. 

Um dos grandes problemas é que esses pontos resultam em retrabalho que, por sua vez, origina gastos extras para a distribuidora, tal como os decorrentes de serviço de entrega (logística). 

Dica extra! Baixe agora mesmo o e-book “Como acabar com os conflitos entre vendedores externos e e-commerce”! 

Como reduzir o custo de venda da distribuidora?

Uma das melhores maneiras de reduzir o custo de venda de uma distribuidora é resolvendo cada um dos pontos de despesas que acabamos de citar.  

Em outras palavras, para diminuir os custos de venda, é preciso identificar as falhas que estão acontecendo nos processos de logística, devolução de mercadorias e gestão de pessoal e, com base nessas percepções, adotar as medidas necessárias para resolver essas questões. 

Para ajudar você com isso, traremos a seguir algumas dicas de como melhorar cada uma dessas etapas e, dessa forma, contribuir para diminuir o custo de venda da sua empresa. 

Logística

Para otimizar o processo de logística a fim de gerar menos gastos para a companhia, é bem importante abordar pontos como: 

  • aperfeiçoar as rotas de entrega;
  • monitorar os gastos com combustível;
  • manter a qualidade da frota;
  • terceirizar as entregas;
  • automatizar os processos. 

Aperfeiçoar as rotas de entrega

Aperfeiçoar as rotas significa definir trajetos que possibilitam realizar o maior número possível de entregas, tornando essa etapa muito mais eficiente e menos onerosa para a distribuidora. 

Basicamente, consiste em encontrar caminhos que permitam aproveitar melhor o tempo e o combustível. Para isso, usar a tecnologia é essencial.  

Existem diversos softwares que ajudam a resolver essa questão, inclusive, encontrando vias menos extensas e com menos movimento veicular, que são pontos que também refletem na dinâmica de entrega e nos custos que esse processo gera. 

Monitorar os gastos com combustível

Seguindo essa linha de raciocínio, monitorar os gastos com combustível é outra maneira de diminuir o custo de venda.  

Aqui, é interessante se atentar a questões como a qualidade do combustível, visto que produtos ruins podem afetar o desempenho dos veículos e gerar gastos extras com manutenção. 

Encontrar um bom fornecedor também ajuda com isso, bem como dá mais margem para negociar preços melhores.  

E não se pode esquecer de definir uma boa rota de entrega para diminuir o consumo de combustível, por exemplo, acompanhando se os trajetos percorridos são realmente os mais curtos e viáveis ou se estão gerando gastos desnecessários. 

Manter a qualidade da frota

E já que falamos sobre manutenção, cuidar da preservação dos veículos utilizados para a entrega das mercadorias é primordial.  

Nesse caso, a manutenção preventiva tende a ser uma boa aliada que evita gastos maiores, visto que essa é uma forma de se antecipar a possíveis problemas que costumam ter valores muito mais elevados. 

Terceirizar as entregas

Para as distribuidoras que não têm frota própria, ou que fazem entregas para outros estados e até países, a terceirização desse serviço pode ser a melhor saída para reduzir o custo de venda. 

A depender do parceiro de negócio contratado, é possível fechar um bom valor com base no volume de entregas a serem feitas em determinado período, que pode até ser menor que se mantivesse uma logística interna. 

Automatizar os processos

Reforçando um ponto que já mencionamos, automatizar os processos pode fazer toda a diferença na hora de diminuir os custos logísticos.  

Além de definir as melhores rotas, a tecnologia também pode (e deve) ser usada para integrar o setor de vendas, estoque e logística, a fim de evitar atrasos nas entregas e/ou do envio errado de um produto, situação que resulta em retrabalho e perda de tempo e de dinheiro. 

Devoluções

Para evitar devoluções, há dois principais pontos que devem ser trabalhados a fundo, que são: 

  • descrever com precisão a mercadoria que está sendo negociada;
  • ter bem definida e executada a etapa de conferência dos produtos antes do envio. 

Assim como comentamos, o cliente pode querer devolver o item se, ao recebê-lo, constatar que está diferente do apresentado no site do e-commerce. Por conta disso, é bem importante se dedicar a essa descrição, de modo que ela seja clara, de fácil entendimento e totalmente compatível com o que está sendo vendido. 

No que se refere a uma conferência bem realizada, o treinamento adequado dos colaboradores faz toda a diferença. Ao serem bens instruídos de como deve ser o passo a passo dessa verificação, os profissionais costumam se sentir mais seguros para executar suas funções e, com isso, diminuem a margem de erro na tarefa. 

Somado a esses pontos é interessante também: 

  • entender por quais motivos o produto está sendo devolvido e, com base nessa informação dada pelo cliente, resolver a raiz do problema;
  • evitar atrasos na entrega, o que pode resultar no cancelamento da compra por parte do consumidor;
  • verificar se há algum dano na mercadoria, se está dentro do prazo de validade, se tem peças faltando, entre outros pontos relacionados que vão além de apenas conferir se está sendo enviado o produto certo;
  • disponibilizar canais de atendimento que orientem o comprador a como usar o item comprado, visto que esse também pode ser um motivo para a devolução da mercadoria (não conseguir usar corretamente). 

Equipe

Um bom treinamento deve ser oferecido logo que o colaborador entra na empresa. Porém, com o passar do tempo, é bem interessante reciclar esse conhecimento, visto que é normal a aquisição de alguns hábitos de trabalho que, ainda que sejam inconscientes, podem afetar o desempenho da função. 

Além disso, sempre que houver alguma mudança de processo, alterações na gestão de estoque e outras modificações, é primordial repassar para os funcionários para que se sintam seguros em executar a tarefa e, com isso, se tornar mais produtivos. 

Como minimizar seus gastos e aumentar as vendas do seu negócio?

É preciso ter em mente que as mesmas ações que ajudam a diminuir o custo de venda podem colaborar para uma distribuidora vender mais

A razão para isso é que, com menos gastos e processos mais otimizados, a tendência é que os preços finais praticados se tornem menores e mais competitivos, afetando diretamente o relacionamento com o cliente e fomentando a sua fidelização à marca. 

Aproveite e assista:

Boas soluções voltadas para o e-commerce, a exemplo do LifeApps, ajudam bastante no alcance de pontos como esses. 

A plataforma Life Apps ajuda a aprimorar a gestão do seu comércio eletrônico de diversas formas, por exemplo: 

  • integrando produtos e estoque;
  • integrando preço e distribuição;
  • integrando pedidos;
  • integrando vendedores e RCAs;
  • integrando créditos e planos de pagamento. 

A integração nativa com o WinThor, sistema de ERP, ajuda a controlar as vendas online, as operações realizadas diariamente pela distribuidora e muito mais. 

Quer saber como tudo isso funciona e quanto pode impactar positivamente nos custos logísticos, gestão de estoque, volume de vendas, entre outros pontos do seu negócio? Então acesse agora mesmo o site do LifeApps e aproveite para solicitar contato de um especialista.

Certamente, não há falta de estratégias sobre como conseguir o crescimento das vendas em uma loja virtual: muitas delas são bastante genéricas, outras demandam de altos investimentos e ainda há aquelas que prometem ser uma fórmula mágica. Porém, o caminho certo e aplicado para todas as empresas, de diferentes tamanhos ou segmentos, é fazer o planejamento de vendas.

Durante a leitura deste artigo vamos destacar a importância de fazer um bom planejamento de vendas, pois a partir dele é possível criar estratégias e aplicar técnicas avançadas e boas práticas do mercado. Vamos tratar de dicas estratégicas capazes de alavancar os resultados de seu e-commerce. Acompanhe.

O que é planejamento de vendas e qual a sua importância?

Sem um bom planejamento de vendas, dificilmente seu e-commerce vai conseguir bater suas metas ou ter um crescimento significativo nos próximos anos.

Para garantir que sua loja virtual esteja sempre crescendo, é fundamental entender as preferências dos clientes, as tendências de mercado e como a tecnologia pode funcionar como uma aliada.

O objetivo de um planejamento de vendas, basicamente, é ajudá-lo a colocar as suas ideias no papel, traçar objetivos e metas, analisar as melhores estratégias e transformar tudo isso em ação. Planejar vendas é criar um norte, traçar o caminho a ser seguido durante um determinado período.

Por padrão, boa parte das empresas adota a validade do planejamento de vendas por um ano – esse período é o suficiente para executar o que foi organizado, revisar tudo o que já foi executado e, principalmente, ajustar o que não está dando certo.

Para algumas organizações, as revisões do planejamento de vendas acontecem a cada trimestre ou semestre. O importante dessa fase de avaliação é verificar o quanto seus planos e estratégias estão sendo assertivas e mudá-las sempre que for necessário.

O que se espera de um planejamento de vendas?

Uma vez que seu planejamento de vendas seja o responsável pelas estratégias, metas e táticas usadas por sua empresa nas vendas online, identificar quais são as etapas necessárias para atingir seus objetivos será essencial.

Um plano de vendas irá ajudá-lo a:

  • definir um conjunto de metas de vendas para o seu negócio;
  • escolher as estratégias de vendas adequadas ao seu mercado-alvo;
  • identificar táticas de vendas para sua equipe comercial;
  • ativar, motivar e focar sua equipe de vendas;
  • conhecer os passos necessários para chegar a seus objetivos;
  • revisar seus objetivos periodicamente e melhorar as abordagens de vendas.

Normalmente associado a um plano de marketing, o planejamento de vendas ajuda a direcionar os esforços de sua equipe comercial. Trate seu plano de vendas como um documento “vivo”, o qual você pode revisar regularmente.

10 dicas para criar um planejamento de vendas

Se feito corretamente, um planejamento de vendas permite que você gaste ainda mais tempo no crescimento e desenvolvimento de sua loja virtual, ao invés de acompanhar questões meramente operacionais.

Com essas informações, é possível identificar rapidamente quais tipos de problemas estão impactando suas vendas ou até mesmo boas oportunidades. Pode parecer tudo muito trabalhoso durantes a fase de preparação, mas uma vez finalizado, seu planejamento de vendas será responsável por elevar o patamar de desempenho de sua empresa.

Confira, portanto, as dicas que preparamos.

1. Defina metas de vendas realistas

A definição de metas é um primeiro passo importante para estruturar seu planejamento. Pensando nisso, estabeleça como objetivo números compatíveis com a capacidade operacional de seu negócio e com o cenário no qual ele está inserido.

As metas em questão podem fazer referência a faturamento, número de clientes, lucratividade ou qualquer outra métrica considerada interessante. O importante, neste caso, é trabalhar com algo mensurável e definido a partir de bases reais.

2. Estabeleça prazos e marcos claros

Para saber se as metas e objetivos definidos em seu planejamento de vendas estão no caminho certo, é preciso definir prazos. Também conhecido como marcos, eles são incrivelmente úteis para rastrear o desempenho das atividades e estratégias e o quão distante você está dos objetivos traçados.

Prazos claros e marcos gerenciáveis ​​levam pesquisa e tempo para se desenvolver. Eles devem desafiar e motivar sua equipe de vendas, sem ser tão difícil para que não mate a moral do time.

3. Analise resultados anteriores

O histórico de desempenho de sua loja virtual é uma fonte preciosa de informações. A partir dos dados obtidos, é possível projetar resultados para os próximos períodos e chegar a uma previsibilidade de receitas.

No caso de datas sazonais, por exemplo, como Dia das Mães, Natal e Black Friday, é sempre importante compreender qual será o aumento da demanda. Dessa forma, os gestores podem adequar o estoque, a operação logística e de atendimento para oferecer a melhor experiência possível aos clientes.

4. Defina o mix de produtos

A definição de um mix de produtos adequado é um ponto chave em seu planejamento de vendas. Ao fazer as escolhas certas, você garante que o seu público receberá ofertas compatíveis com seus interesses. Ao mesmo tempo, vale lembrar da necessidade de optar por itens que proporcionam a seu negócio boa lucratividade e uma operação logística sem sobressaltos.

Principalmente para quem atua no varejo online este último ponto é de suma importância. Afinal, um produto que encarece a entrega ou deixa de ser fornecido com frequência por seus parceiros pode prejudicar as suas vendas.

5. Conte com uma equipe de vendas

Quando falamos em vendas online, pode soar estranho sugerir a manutenção de uma equipe de vendas. Entretanto, um time de vendedores tem muito a contribuir para obtenção de melhores resultados e a realização de um planejamento assertivo.

Entre as principais atribuições de uma equipe de vendas para o varejo online, podemos ter:

  • Descentralização do trabalho. Como os clientes não precisam do auxílio de um vendedor para realizar compras online, a    equipe comercial tem mais tempo para focar em outras atividades – dando      mais atenção para clientes importantes ou se dedicando ao trabalho de fidelização.
  • Experiência do cliente. A equipe de vendas pode trabalhar para fornecer suporte ao cliente e garantir uma ótima experiência no seu e-commerce.
  • Mais recursos para fechar vendas. Quando mobilizada e integrada com foco em um objetivo, a equipe de vendas pode se dedicar a prospecção de novos negócios, garantindo melhores resultados para o e-commerce.

6. Promova ações promocionais com a indústria

A indústria é sempre um parceiro estratégico para qualquer negócio. Afinal, em função da escala das compras realizadas, o seu atacado distribuidor pode garantir vendas recorrentes e em grandes volumes.

Tendo isso em vista, preveja em seu planejamento de vendas um trabalho ativo de prospecção de clientes neste setor. Esse tipo de parceria pode elevar o patamar de faturamento de seu negócio.

7. Planeje campanhas sazonais

Ações para campanhas sazonais devem ser parte integrante de planejamento de vendas. Ou, melhor dizendo, elas podem ser uma espécie de planejamento a parte em função de sua importância.

Para muitos negócios que atuam no varejo online, datas como Dia das Mães, Natal e Black Friday chegam a representar quase metade do faturamento de todo o ano. Logo, podemos concluir que faz todo o sentido planejar separadamente ações para esses períodos.

Vale, portanto, estruturar iniciativas na área de marketing, vendas e atendimento levando em conta as particularidades de cada uma das datas consideradas relevantes.

8. Entenda seu público-alvo

Não faz sentido gastar tempo e dinheiro perseguindo as perspectivas erradas. Você já conhece o nicho de sua loja virtual: é hora de descobrir o máximo possível sobre o seu cliente-alvo, a fim de atingir o consumidor certo de seus produtos.

9. Mapeie a jornada do seu cliente

Com o perfil do cliente ideal, a próxima parte do seu planejamento de vendas precisa abordar como ele se torna um consumidor fiel de sua loja virtual. Podemos fazer isso mapeando a jornada feita pelo seu cliente em um processo de vendas, o tornando leal ao seu e-commerce. Certifique-se de abordar toda a jornada do cliente, desde a pré-venda até a pós-venda.

10. Identifique parceiros estratégicos

Você deve incluir em seu planejamento de vendas quem são os seus parceiros estratégicos:  indivíduos, organizações ou empresas que possam ajudar sua loja virtual a alcançar seus clientes. Eles não são seus concorrentes, em vez disso, através de parcerias estratégicas é possível oferecer algum produto ou serviço que seja complementar ao seu, despertando, assim, maior interesse do seu público-alvo.

A dica final é…

Por fim, rastreie, meça e ajuste conforme necessário, essa dica é fundamental. Só porque você fez um plano de vendas sólido não significa que basta aguardar as coisas acontecerem.

Em vez disso, tenha sempre em mente que seu plano de vendas é um documento “vivo” e que, assim como o restante de sua empresa, precisa ser constantemente avaliado e se adaptar às novas realidades, campanhas de marketing, etc. Você precisa retornar ao seu planejamento regularmente para avaliar se seus objetivos estão se tornando realidade.

Defina reuniões periódicas para analisar o progresso, identificar e resolver problemas e alinhar suas atividades entre as equipes para otimizar seu plano em torno de eventos e feedback do mundo real. Aprenda com seus erros e acertos e desenvolva seu planejamento de vendas conforme as necessidades de momento.

Conte para a gente nos comentários como você realiza o seu planejamento comercial! E se precisar de ajuda, fale conosco e descubra como nossas soluções podem contribuir para superar esse desafio!

Todo empresário sabe que os números não enganam. Mas como você pode garantir que os indicadores de e-commerce se traduzam em mais receita e lucros para sua marca? Mais do que monitorar os dados, é preciso saber como usá-los!

O primeiro passo é rastrear, medir e analisar os indicadores de e-commerce certos. Confiar em seu instinto só o levará até certo ponto. Se você deseja atingir suas metas e ter um desempenho espetacular, precisa apoiar seus esforços com dados e fatos concretos.

Neste artigo veremos algumas dicas para extrair o máximo dos indicadores de e-commerce. Confira!

O que são os indicadores de e-commerce?

Os indicadores de e-commerce permitem que você determine a eficácia do seu negócio e das suas estratégias traçadas para atingir suas metas. São como placas de sinalização que mostram onde você está, a que distância chegou, o quanto ainda precisa percorrer e o melhor caminho para chegar ao seu destino.

Na prática, os indicadores de e-commerce ajudarão você a entender o desempenho e as etapas que você pode seguir para aumentar a visibilidade de sua loja, satisfazer melhor seus clientes, promover o crescimento e aumentar seus resultados.

Sem eles, você será forçado a confiar em suposições e sorte, o que pode facilmente falhar. Quando algo der errado, você não terá ideia do porquê. E quando você encontrar o sucesso, não poderá replicá-lo. Os indicadores fornecem precisão, objetividade e informações factuais que podem ser estudadas e implementadas.

E o que não faltam são indicadores de e-commerce para acompanhar:

  • Abandono de carrinho 
  • Tempo de carregamento de páginas
  • Taxa de conversão de vendas
  • Bounce rate
  • Custo de Aquisição de Cliente (CAC)
  • Ticket médio
  • Taxa de rejeição
  • Retorno sobre o investimento (ROI)
  • E muito mais! 

Qual a importância de monitorar os indicadores de e-commerce?

Se você possui uma loja online, é provável que queira aumentar sua taxa de conversão e receita e proporcionar aos seus clientes uma experiência de compra positiva. Pode ser difícil conseguir isso se você não tiver metas específicas para vendas, marketing, atendimento ao cliente, logística e outras partes do seu negócio.

Veja os motivos que comprovam toda a importância dos indicadores de e-commerce:

1. Ajuda na avaliação do crescimento

Os indicadores de e-commerce fornecem informações atualizadas do desempenho geral da sua empresa. Quando você se responsabiliza pela medição de metas por meio de indicadores, você tem uma compreensão mais profunda do seu negócio.

Portanto, você pode avaliar o crescimento e fazer ajustes antes de ficar muito atrás de suas metas (por exemplo, aumentar os gastos com anúncios se não tiver novos clientes suficientes) ou reajustar os planos se estiver à frente das projeções (por exemplo, fazer pedidos de mercadorias para o estoque mais cedo se você estiver vendendo mais rápido do que suas previsões iniciais).

-> Veja também: erros comuns na gestão de estoque no e-commerce B2B

2. Fornecimento de insights baseados em dados

Os dados estão sempre na vanguarda de todas as decisões que você toma como proprietário de uma empresa.

Os insights orientados por dados ajudarão você a tomar decisões informadas com base em dados em tempo real que visualizam claramente as próximas etapas que você precisa seguir para melhorar sua loja online.

3. Aumento das vendas online

Quando você está definindo indicadores de e-commerce, muitos se vinculam ao rastreamento e ao crescimento das vendas. Escolher métricas que monitoram se você está aumentando as vendas – como taxa de conversão, taxa de retenção de clientes, valor médio do pedido e valor da vida útil do cliente – pode ajudá-lo a tomar medidas para influenciar os visitantes e o comportamento do cliente.

4. Melhoria do relacionamento com funcionários e clientes

Um bom sistema de indicadores ajudará a motivar e recompensar os funcionários, além de dar a eles uma compreensão dos objetivos para os quais a empresa está trabalhando. Uma vez que os funcionários tenham uma melhor compreensão disso, eles podem trabalhar em direção aos indicadores de atendimento ao cliente e ajudar melhor os consumidores.

5. Ajustes necessários para permanecer no caminho certo

O uso de uma combinação de indicadores fornece as informações certas ao seu alcance para resolver problemas e aproveitar oportunidades. Os indicadores de e-commerce são uma das ferramentas mais valiosas que você tem para manter sua equipe focada, responsável e alinhada.

8 cenários de e-commerce para você interpretar

Além de conhecer as principais métricas, é fundamental saber como tomar decisões a partir dos números identificados. Veja a seguir alguns possíveis cenários que podem surgir a partir dos indicadores de e-commerce:

1. Taxa de conversão abaixo de 1.5%

A taxa de conversão de vendas é a relação entre o total de pessoas que acessam o site de um e-commerce e o total de clientes que finalizam uma compra.

No Brasil, 1.5% é a taxa média de conversão das lojas virtuais. Mas, é claro, essa é uma métrica que pode variar de mercado para mercado.

De qualquer forma, ficar abaixo desse número deve acender o sinal de alerta para que sejam realizadas análises para identificar as razões para o baixo desempenho. Isso pode incluir vários fatores – como uma má experiência de navegação, preços altos, poucas opções de pagamento, dificuldades no checkout, alto custo de entrega, entre outros.

Além disso, convém considerar os desdobramentos dessa relação entre visitas x conversões. Examinando seus dados, digamos que você descubra uma tendência nos visitantes que fazem uma grande compra após a terceira visita ao seu site. Definir uma métrica para taxas de conversão para o número de clientes em sua terceira visita informará se essa é uma medida válida ou não.

E, se for, você pode começar uma estratégia para testar por que e como isso acontece. Há algo mágico na terceira visita? Todos os visitantes iniciam sua primeira visita a partir da mesma campanha? Analisar mais profundamente o que a taxa de conversão está tentando dizer a você pode ajudar a aumentar ainda mais as vendas.

-> Veja também: Porque você não deveria subestimar a experiência do usuário no e-commerce

2. Taxa de rejeição acima de 70%

A taxa de rejeição representa o volume de pessoas que visitam seu site e saem sem depois de pouco tempo – sem realizar nenhuma interação. Em termos simples, esse indicador analisa a receptividade do e-commerce. Quanto menor a taxa de rejeição, melhor.

Estudos mostram que a taxa de rejeição de um site entre 30% e 55% é aceitável. Portanto, uma taxa de rejeição acima de 70% indica que precisam ser realizadas melhorias para tornar a loja virtual mais atrativa para os visitantes.

A análise para melhoria da taxa de rejeição pode incluir dois caminhos:

  • Avaliar pontos que podem ser melhorados no site – como a navegação, design, conteúdo, layout, disposição de produtos, chamadas, entre outros. 
  • Avaliação da origem do tráfego para identificar se os visitantes que estão chegando no site realmente são o público-alvo ideal. Afinal, atrair pessoas que não estão interessadas no que você oferece pode elevar a taxa de rejeição. 

3. Abandono de carrinho acima de 60%

O abandono do carrinho de compras deve ser um termo familiar para qualquer pessoa com presença no comércio eletrônico. É a porcentagem de pedidos em que um cliente colocou itens no carrinho e, por qualquer motivo, não concluiu a compra.

Não é de surpreender que diferentes setores experimentem diferentes níveis de abandono de carrinho. Por exemplo, a taxa de abandono de carrinho para as companhias aéreas em 2018 foi de 87,7% – o que é explicado pelo alto valor das passagens.

Por outro lado, lojas que comercializam produtos de menor valor geralmente apresentam um índice de abandono de carrinho mais baixo. Se você notar que esse indicador está acima de 60%, está na hora de tomar alguma ação.

Você pode iniciar avaliando o preço dos seus produtos e as taxas de entrega – que são as grandes vilãs para o fechamento de vendas. Além disso, pode contornar a questão com e-mails automáticos relembrando os consumidores dos itens abandonados no carrinho.

4. ROI abaixo do esperado

O retorno sobre o investimento (ROI) é um dos indicadores de e-commerce mais fundamentais a serem considerados como um marco geral. Existem várias outras métricas que fornecerão informações adicionais sobre quanto está sendo gasto e os retornos gerados como resultado, mas o ROI é a métrica que sintetiza os resultados gerais da empresa.

Quando o ROI está abaixo do esperado, é preciso fazer uma boa análise sobre todas as despesas e receitas da empresa. A partir disso, você consegue identificar os pontos que estão prejudicando os resultados financeiros do seu e-commerce.

5. Alto custo de aquisição de cliente

O custo de aquisição de cliente (CAC) é uma métrica que indica quanto custa para você conseguir um novo cliente.

Indo mais fundo, visualizar seu custo de aquisição pode apontar para vários tópicos interessantes e tangenciais. Por exemplo, se seu CAC atual for alto, investigar de onde você está obtendo esses clientes pode ajudar a refinar sua estratégia de marketing e compra de anúncios.

Você está recebendo poucos clientes de uma fonte de alto custo? Ou o valor dos clientes que você obtém de suas estratégias de aquisição mais caras é compensado por seus gastos? Combinar seu CAC com métricas adicionais ajudará você a entender se seus canais mais caros também são os mais valiosos ou não.

-> Veja também: Como prospectar novos clientes usando seu e-commerce B2B

6. Trocas e devoluções frequentes

As taxas de reembolso e devolução podem ser uma praga para sites de comércio eletrônico. Mesmo lojas online de alta receita podem ter seus resultados afetados por reembolso e devoluções altos. Dependendo do seu setor, os retornos podem ser altamente comuns e já incorporados aos seus modelos financeiros ou, alternativamente, podem ser extremamente raros.

As devoluções também podem ser um poderoso impulsionador para atrair os clientes a clicar em “compre agora”. Se um cliente souber que sua loja oferece devoluções ou trocas gratuitas, isso pode aliviar as preocupações dos compradores.

De qualquer forma, acompanhar essas métricas é importante para a saúde da sua loja. Sua taxa de reembolso está aumentando em uma seção específica de sua loja? Talvez seja hora de investigar de onde isso está vindo.

7. Vendas abaixo do mercado

Como sua empresa está se saindo em comparação com os concorrentes? Os e-commerces que atuam no mesmo nicho de mercado que você são um ótimo referencial para avaliar a sua performance.

Se você notar que as vendas do seu e-commerce estão abaixo do mercado, precisa compreender porque isso está acontecendo. E, mais: também deve pensar em estratégias para reverter esse cenário.

Uma boa ideia é avaliar seus principais concorrentes para identificar seus pontos positivos e negativos. Assim, você pode correr atrás das áreas que ainda pode melhorar e valorizar seus diferenciais.

8. Origem do tráfego

Saber de onde vem o seu tráfego é um indicador importante para o e-commerce. Sua métrica de origem de tráfego indica como seus clientes estão chegando até você – incluindo pesquisa orgânica e paga, de campanhas e assim por diante. Eles podem até apontar para os dispositivos usados para acessar seu site, como celular vs computador desktop ou laptop.

Entender essa métrica parece simples – você quer saber qual é sua fonte mais valiosa de clientes, e a fonte de tráfego apontará para essa informação. No entanto, sem contexto, pode ser um indicador enganoso.

Por exemplo, você pode obter 40% ou mais do seu tráfego da pesquisa orgânica, que é uma taxa de tráfego comum. E quem não gosta de tráfego grátis? A questão é: quão valiosos são esses visitantes (dica: você precisará combiná-lo com outra métrica, como taxa de conversão, para responder a isso).

Definir um indicador apenas com base na fonte de tráfego, no entanto, ainda é um exercício significativo. Ele pode informar o desempenho de diferentes canais para você – como e-mail vs mídia social vs pesquisa orgânica – e fornecer uma medida para entender o desempenho positivo ou negativo com base nas alterações feitas na estratégia dos canais.

Você gostou das dicas para interpretar os indicadores de e-commerce? Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário!